Planisfério Português Anônimo, o Cantino - 1502

 

Mapa Cantino

 

Desde o século 15, a confecção de mapas era uma atividade estratégica e secreta em Portugal. As descobertas eram cuidadosamente lançadas nos mapas portugueses da época. Alberto Cantino, um comerciante italiano de cavalos, em Lisboa, trabalhou secretamente para o Duque de Ferrara, da Itália. Cantino cooptou um cartógrafo português que elaborou um planisfério, provavelmente com base na "carta padrão d'El Rei".

Acredita-se que o mapa foi encomendado em outubro de 1501, concluído na segunda metade de 1502 e enviado para a Itália, possivelmente em outubro desse ano. O planisfério incorporou alguns dados da primeira expedição exploratória, ao Brasil (1501-1502), mas ao que tudo indica, como uma adição posterior, sem a qualidade original.

O mapa não está assinado, nem datado, mas existe uma inscrição em seu verso (em dialeto veneziano): Carta de navegar pela ilha novamente achada na parte da Índia. Oferta de Alberto Cantino ao Senhor Duque Hércules. Tem dimensões de 2,20 m X 1,05 m e são representados apenas 257° em longitudes, o que seria a extensão do mundo conhecido na época. A Linha de Tordesilhas está indicada como Este he o marco dantre Castela e Portuguall.

O planisfério ficou na biblioteca de Ferrara até 1597, quando foi transferido para o palácio ducal de Modena. Em 1859, o palácio foi saqueado e o mapa desapareceu. Nos anos '70 o diretor da biblioteca de Modena achou o mapa forrando um anteparo em uma salsicharia da cidade, comprou-o e levou-o para a biblioteca, onde ainda se encontra (Biblioteca Estense Universitaria).

Veja uma ampliação da parte do Brasil ou faça o download do Planisfério em alta resolução (36MB).

 

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